quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Essa ausência sem nome...
[por quem a voz gritaria?]
Essa falta sem rosto...
[em que imagem o possível desesperar se firmaria?]
Essa saudade do inominável...
[por que elemento eu reclamaria?]

A mesma lembrança persistente
Do que outrora,
fez-se terreno fértil no imaginário
Mas que fora,
objetivamente,
deveras fantasioso e inexistente

Esse desejo voltado unicamente para dentro de si
Sem forma, sem gosto...
mas de plenitude inquestionável

E essa vontade do outro,
possuidor da doçura que o meu ser não abriga.

O despertar da controvérsia
A persistência do paradoxo

O mesmo espaço impreenchível e em expansão...

Nenhum comentário: