terça-feira, 3 de agosto de 2010

Não superestimo absolutamente nada nesse momento, tudo me parece fútil e vão... tudo banal, oco e desproposital.
[das estratégias usuais, corriqueiras e triviais de auto-engano]
Minha cabeça está doendo.
[do retorno ao humano]
E não sinto necessidade de fazer com que ela pare,
[do masoquismo ludibriante da realidade]
Ao menos assim tenho um fundamento físico coerente para subsidiar meus reclames
[dos incomodos substitutivos]
Sinto um leve fado da própria subjetividade, minha dramalheira infantilóide e desvairada tem feito minha cabeça doer demasiadamente, imagino que seja com as melhores intenções, possivelmente algo do tipo:
-Fazer com que a cabeça dela doa para que pare de pensar em suas atrocidades...
[Seriam atrocidades?]

Como livrar-se de uma existência considerada medíocre quando não há perspectiva a curto prazo de substituí-la por algo mais apetecedor?
[das desculpas ditas esfarrapadas]
Mas como construir esse suposto algo apetecedor antes de se livrar da existência medíocre?
[dos lapsos de iniciativa]
E se ao livrar-se da existência medíocre não emergir nada apetecedor do que restou?
[dos descaminhos acovardantes da dúvida]
E se nada restar?
[da caótica e amedrontante emersão da desistência]

Eu fujo, procrastino, eternamente... enquanto houver tempo.... ou possibilidades... ou a ausência da mesma....


P-A-R-A-L-E-L-I-S-M-O
C-R-Ô-N-I-C-O

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