sexta-feira, 4 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
A vida tem sido deveras medíocre ultimamente, entretanto, em algum momento ela não foi, ou apenas existia um certo caos em relação a mediocridade, ou seja, ela se fazia presente, porém, o fato da sua extrema consciência deixavam maiores as possibilidades de livrar-se dela?
A diferença não estaria no fato de agora a mediocridade estar envolta em uma certa imobilidade ainda mais intensa?
Existiria um total estado de imobilidade na mediocridade ou um total estado de calmaria inconsciente de qualquer mediocridade mas totalmente imerso na mesma?
[estaria eu caminhando para tal?]
Creio que esse desespero seja apenas imaturidade, uma sensação tipíca de quem ainda está na infancia existencial.
O fato é que a vida sempre segue o seu fluxo, independente dos percausos desses seres pequenos que somos; ok! sem generalização, desse ser pequeno que sou. Mas tirar o resto da humanidade dessa generalização de pequenez não seria superestimá-los? Afinal, pelo que a minha constatação embasada em observação de um insignificante ser em sua infância existencial, a mesquinhez impera sobre a humanidade. Mas que credibilidade, que sanidade, que capacidade eu poderia ter para fazer tais constatações? Em contrapartida, eu não estaria me subestimando?
É de fato característico de seres pertencentes a infância existencial apelar para os extremos, e a consciência disso não ameniza absolutamente a situação, trata-se de uma daqueles situações em que se tem plena consciência de que o fato de ter certa postura é totalmente decorrência da posição em que se está ocupando, porém, no que difere? Afinal, como já disse anteriormente, o fato de se ter consciência de algo não altera susbstancialmente a situação, porém, o que a alteraria?
[algo realmente se altera? e se ocorre a tal alteração, quais são as garantias de direção ao exito? e o que seria esse tal exito?[
Acalmaria na mediocridade serviria para algo? E o caos na mediocridade, do que poderia servir? E o que seria extingui-la? E o que fazer do estado de total ausência de mediocriade? Imaginar tal estado e analisá-lo porteriomente já se demonstra como algo falho, resta sempre pequenos vestigios de algo extremamente pequeno em tudo o que é imaginável....
Mas o inimaginável não é alcançável, é algo que apenas se sabe, ou se pensa saber, mas não se mensura, um estado ideal, termo que não deveria ser aplicado, totalmente falho, ele sempre nos escapa, e desse modo, não se aplica, usa-se apenas para demonstrar ainda mais mediocridade, aquela que se remete a falta de compreensão em relação a tudo que se faz presente, mesmo dentro de tanta pequenez, ainda falta... O fato é que a falta sempre impera.
[mesmo não sendo o caso, qual seria a utilidade de expressar-se? No que isso resolveria, ou ao menos amenizaria qualquer situação?]
É um vazio pleno... a plenitude no vazio.
A diferença não estaria no fato de agora a mediocridade estar envolta em uma certa imobilidade ainda mais intensa?
Existiria um total estado de imobilidade na mediocridade ou um total estado de calmaria inconsciente de qualquer mediocridade mas totalmente imerso na mesma?
[estaria eu caminhando para tal?]
Creio que esse desespero seja apenas imaturidade, uma sensação tipíca de quem ainda está na infancia existencial.
O fato é que a vida sempre segue o seu fluxo, independente dos percausos desses seres pequenos que somos; ok! sem generalização, desse ser pequeno que sou. Mas tirar o resto da humanidade dessa generalização de pequenez não seria superestimá-los? Afinal, pelo que a minha constatação embasada em observação de um insignificante ser em sua infância existencial, a mesquinhez impera sobre a humanidade. Mas que credibilidade, que sanidade, que capacidade eu poderia ter para fazer tais constatações? Em contrapartida, eu não estaria me subestimando?
É de fato característico de seres pertencentes a infância existencial apelar para os extremos, e a consciência disso não ameniza absolutamente a situação, trata-se de uma daqueles situações em que se tem plena consciência de que o fato de ter certa postura é totalmente decorrência da posição em que se está ocupando, porém, no que difere? Afinal, como já disse anteriormente, o fato de se ter consciência de algo não altera susbstancialmente a situação, porém, o que a alteraria?
[algo realmente se altera? e se ocorre a tal alteração, quais são as garantias de direção ao exito? e o que seria esse tal exito?[
Acalmaria na mediocridade serviria para algo? E o caos na mediocridade, do que poderia servir? E o que seria extingui-la? E o que fazer do estado de total ausência de mediocriade? Imaginar tal estado e analisá-lo porteriomente já se demonstra como algo falho, resta sempre pequenos vestigios de algo extremamente pequeno em tudo o que é imaginável....
Mas o inimaginável não é alcançável, é algo que apenas se sabe, ou se pensa saber, mas não se mensura, um estado ideal, termo que não deveria ser aplicado, totalmente falho, ele sempre nos escapa, e desse modo, não se aplica, usa-se apenas para demonstrar ainda mais mediocridade, aquela que se remete a falta de compreensão em relação a tudo que se faz presente, mesmo dentro de tanta pequenez, ainda falta... O fato é que a falta sempre impera.
[mesmo não sendo o caso, qual seria a utilidade de expressar-se? No que isso resolveria, ou ao menos amenizaria qualquer situação?]
É um vazio pleno... a plenitude no vazio.
sábado, 15 de agosto de 2009
Luminosidade opaca que me habituei a tomar como certa e que sempre me untou a alma de uma angústia sem razão.
Creio que nunca abandonei de fato a falta de coragem que me persegue desde pequena, que me encurrala no medo diário de me procurar, de atingir aquilo a que devia ter aspirado, a metamorfose final em mulher, o ponto de chegada do ciclo de eterna gestação em que me arrasto.
Nunca tinha me visto sem máscara como agora, onde está a minha ironia, o meu escárnio, a minha força inabalável?
Creio que nunca abandonei de fato a falta de coragem que me persegue desde pequena, que me encurrala no medo diário de me procurar, de atingir aquilo a que devia ter aspirado, a metamorfose final em mulher, o ponto de chegada do ciclo de eterna gestação em que me arrasto.
Nunca tinha me visto sem máscara como agora, onde está a minha ironia, o meu escárnio, a minha força inabalável?
[senti uma súbita auto-piedade e detestei-me por isso]
Sou afinal tão igual, tão igual a toda a gente, que me dói sem que saibam suspeitar-me assim indefesa, assim humana, que me magoa sem que eu demonstre, descobrir-me tão à sua medida agora que tenho de partir, que uma vez mais tenho de partir..
terça-feira, 11 de agosto de 2009

"Alguém que tenha sobrevivido a duas ou três gerações encontra-se na mesma disposição de espírito que um espectador que, sentado numa barraca de saltimbancos na feira, vê as mesmas farsas repetidas duas ou três vezes sem interrupção: é que as coisas estavam calculadas para uma única representação e já não fazem nenhum efeito, uma vez dissipadas a ilusão e a novidade." (Schopenhauer - Dores do Mundo)
sábado, 1 de agosto de 2009
- Quando foi que se apegou tão fortemente às tais condições objetivas? Ora, procuremos algo de sensato dentro dessa infinda insensatez. Como podes? É improvável que consiga exito dentro desse paradoxo... tentas ser um louco consciente e controlador da própria loucura?
Esse discurso pautado nas "condições objetivas" é para os que estão em pleno estado de sanidade, e o simples fato de eu ser o seu interlocutor nesse momento já o liberta das responsabilidades para com esses parâmetros.
Permanecerás grávida de um futuro que não se atreveu a arriscar por conta das ditas "condições objetivas", com a insatisfação de relembrar um passado de dias abortados? Esse caminho que vos obriga a seguir, e que tens caminhado penosamente por ele, unicamente será capaz de levar-lhe para um estado de constante e imparável multiplicação de uma solidão sem remédio. Se persiste em provocar arranhões nesse 'tipo ideal' que tens seguido, torturantemente, por que não quebras de uma só vez?
domingo, 19 de julho de 2009
Oh, que esta carne tão, tão maculada, derretesse,
Explodisse e se evaporasse em neblina!
Oh, se o Todo-Poderoso não tivesse gravado
Um mandamento contra os que se suicidam.
Ó Deus, ó Deus! Como são enfadonhas, azedas ou rançosas,
Todas as práticas do mundo!
O tédio, ó nojo! Isto é um jardim abandonado,
Cheio de ervas daninhas,
Invadido só pelo veneno e o espinho –
Um quintal de aberrações da natureza.
(Hamlet, Shakespeare)
Explodisse e se evaporasse em neblina!
Oh, se o Todo-Poderoso não tivesse gravado
Um mandamento contra os que se suicidam.
Ó Deus, ó Deus! Como são enfadonhas, azedas ou rançosas,
Todas as práticas do mundo!
O tédio, ó nojo! Isto é um jardim abandonado,
Cheio de ervas daninhas,
Invadido só pelo veneno e o espinho –
Um quintal de aberrações da natureza.
(Hamlet, Shakespeare)
terça-feira, 14 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
[crise]
[caos generalizado]
Tédio incomodativo;
Seres incomodativos;
[caos generalizado]
Extremo desagrado;
Pleno descontentamento;
[crise]
Fuga;
Grades;
I-M-P-O-S-S-I-B-I-L-I-D-A-D-E
Total ausência de estímulo;
Excesso e Falta conjugados;
I-N-C-O-M-P-R-E-E-N-S-Ã-O
Péssimo posicionamento;
Desconhecimento;
Ignorância;
[caos generalizado]
PERIGO!
Manifestações inquestionáveis;
[crise...
Ainda cíclica?
Finda?
Enfim a Infinda?
Algo de Infindo?]
AQUI JAZ!
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você esta comigo o tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz:
- Que a vida continua e se entregar é uma bobagem...
Já que você não está aqui
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos,
Lembra que o plano era ficarmos bem?
O problema reside no fato de eu ser o "vôcê", e tendo "você" partido, o que foi essa coisa que ficou?
Extinguindo-se as sentimentaloidices torna-se mais complexo explicar uma dor, poucos compreendem esse sofrimento que transcende.... [Eu compreendo?]
Eih, olha só o que eu achei : cavalos-marinhos ...
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora ...
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você esta comigo o tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz:
- Que a vida continua e se entregar é uma bobagem...
Já que você não está aqui
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos,
Lembra que o plano era ficarmos bem?
O problema reside no fato de eu ser o "vôcê", e tendo "você" partido, o que foi essa coisa que ficou?
Extinguindo-se as sentimentaloidices torna-se mais complexo explicar uma dor, poucos compreendem esse sofrimento que transcende.... [Eu compreendo?]
Eih, olha só o que eu achei : cavalos-marinhos ...
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora ...
segunda-feira, 29 de junho de 2009
De subito, certo pânico impera, e eis que surge uma série de indagações, dentre tantas há aquela que sempre consegue destaque, gritante, desesperada, o velho queixume intensificado. Do lamento ao verdadeiro surto, acordando a inquietude que havia dado trégua. É decretado o fim da mornidão, acrescentado subsídios desconhecidos para garantia da consistência de sua pasta espiritual.
Insistentemente perguntava-se, querendo saber a todo custo, sem se importar com o quão dolorida poderia ser a resposta: Em qual parte do percurso haveria dormido?
Em meio as interrogações, apenas uma afirmação fazia-se inquestionável: Os elementos estavam no mais absoluto desalinho.
Insistentemente perguntava-se, querendo saber a todo custo, sem se importar com o quão dolorida poderia ser a resposta: Em qual parte do percurso haveria dormido?
Em meio as interrogações, apenas uma afirmação fazia-se inquestionável: Os elementos estavam no mais absoluto desalinho.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Eu necessitava daquelas palavras da mesma forma que necessitava de oxigênio, ambos disputavam o primeiro lugar na hierarquia das coisas indispensáveis, mas havia certo equilíbrio quanto à perturbação que me causava a ânsia por eles.
Primeiramente, a vida não me agradava, eu não havia conseguido apreender o sentido que fazia as pessoas darem continuidade a vossas existências, desse modo, o não respirar me salvaria do mais profundo desalento, porém, a constatação desse fato não diminuía o desespero frente a qualquer possibilidade de asfixia, contradição irremediável, como se houvesse um duelo entre a minha mente e as minhas funções vitais, contudo, meus pensamentos considerados adoecidos nunca predominavam frente à necessidade de continuidade do meu corpo.
Dessa mesma maneira incompreensível, havia aquela profunda necessidade pela junção que se podia fazer daquelas palavras, ao vê-las sentia a mais sincera necessidade de enquadrar-me nelas, dar a minha pequenez um pouco daquele brilho, que para muitos aparentava a mais profunda opacidade, mas que reluziam frente aos meus olhos, como se aquelas explanações exageradas acerca da mediocridade, ou apenas providas dela, acabassem por abrandá-la, como se fosse possível proporcionarem a produção de anticorpos contra as sentimentaloidices mal fundamentadas daqueles que pensam me ludibriar.
Primeiramente, a vida não me agradava, eu não havia conseguido apreender o sentido que fazia as pessoas darem continuidade a vossas existências, desse modo, o não respirar me salvaria do mais profundo desalento, porém, a constatação desse fato não diminuía o desespero frente a qualquer possibilidade de asfixia, contradição irremediável, como se houvesse um duelo entre a minha mente e as minhas funções vitais, contudo, meus pensamentos considerados adoecidos nunca predominavam frente à necessidade de continuidade do meu corpo.
Dessa mesma maneira incompreensível, havia aquela profunda necessidade pela junção que se podia fazer daquelas palavras, ao vê-las sentia a mais sincera necessidade de enquadrar-me nelas, dar a minha pequenez um pouco daquele brilho, que para muitos aparentava a mais profunda opacidade, mas que reluziam frente aos meus olhos, como se aquelas explanações exageradas acerca da mediocridade, ou apenas providas dela, acabassem por abrandá-la, como se fosse possível proporcionarem a produção de anticorpos contra as sentimentaloidices mal fundamentadas daqueles que pensam me ludibriar.

O descontentamento sempre aparenta a mais clara limpidez, desprovido de recursos enganadores, amanhece o dia com promessas de verdades absolutas, não causa estranhamentos e nem proporciona subsídios para o auto-engano, não promove a inveja, não desperta a luxúria, traz consigo certa santidade, uma estado de permanência, sem grandes oscilações, não surpreende com nada inesperado, como se fosse um fim inevitável no qual chegariam todos, um porto, parada obrigatória, todos estariam predestinados há conhecê-lo, em todas as direções e independente do percurso, lá estaria ele representado pela vossa santidade: A Infelicidade! Pronta para agarrar com seus braços frios, e assoprar nas faces seu hálito petrificante. E de tão coerente que se faz, tão condizente com todos os tipos de evidencias, tão longe de qualquer equivoco, provoca entregas irrelutantes.
A felicidade assemelha-se a uma meretriz, uma farsante, seus atributos parecem provir de artifícios superficiais, não suportando analises aprofundadas, uma embriagues que certamente se cura ao amanhecer, trazendo a ressaca moral revestida do mais desesperado arrependimento.
Uma elevação onde a queda faz-se inevitável; como se a insatisfação, ou qualquer outro estado tão lamentável quanto, provido dos mesmos requintes de crueldade, proporcionasse uma certeza de se estar com os pés firmados no chão, na mais profunda lucidez e com os pensamentos regidos pela mais sensata racionalidade.
A felicidade soa como uma espécie de traição; a presença dos rompantes de contentamento transmite a impressão de erro, falha no senso de responsabilidade, anunciação de um mal maior que os anteriores, um inquestionável equivoco, sensação de se estar caminhando com um sapato números menores que o necessário para o tamanho dos pés, uma ousadia irresponsável e sempre inoportuna.
A infelicidade consegue ser algo tão predominante ao ponto da felicidade aludir certo desvio no percurso existencial.
A felicidade assemelha-se a uma meretriz, uma farsante, seus atributos parecem provir de artifícios superficiais, não suportando analises aprofundadas, uma embriagues que certamente se cura ao amanhecer, trazendo a ressaca moral revestida do mais desesperado arrependimento.
Uma elevação onde a queda faz-se inevitável; como se a insatisfação, ou qualquer outro estado tão lamentável quanto, provido dos mesmos requintes de crueldade, proporcionasse uma certeza de se estar com os pés firmados no chão, na mais profunda lucidez e com os pensamentos regidos pela mais sensata racionalidade.
A felicidade soa como uma espécie de traição; a presença dos rompantes de contentamento transmite a impressão de erro, falha no senso de responsabilidade, anunciação de um mal maior que os anteriores, um inquestionável equivoco, sensação de se estar caminhando com um sapato números menores que o necessário para o tamanho dos pés, uma ousadia irresponsável e sempre inoportuna.
A infelicidade consegue ser algo tão predominante ao ponto da felicidade aludir certo desvio no percurso existencial.
sábado, 23 de maio de 2009
Há uma espécie de pessoa que surge apenas de forma inesperada, súbita e intensamente, nunca estão entre aqueles que nos cercam. Não são passiveis de serem categorizadas, os conceitos fogem quando se trata de tais seres. Quando você nota, eis que lá estão! Por mais que digam o caminho que trilharam até chegar nesse ponto onde você também se encontra, ainda assim, fica certa impressão de falta de sentido no que tange tal aparição, surgem envoltos em um ar nonsense, trazem consigo um aparato existencial inconfundível, no sentido de serem exatamente correspondentes as suas idealizações, no semblante feições acolhedoras para serem eternamente contempladas, não exigem que se selecionem virtudes em meio a suas falas, conseguem ser impressionantes até mesmo nos suspiros, como se tivessem preparado minuciosamente as palavras a serem proferidas, porém, exigem respostas e decisões rápidas, a coexistência com eles não permite erros durante o processo, nunca há tempo para falhas, mesmo as mais ínfimas, aquelas que na vida cotidiana se dissolvem em meio a tantos outros fatos corriqueiros, qualquer deslize os leva para distancias as quais os olhos nunca alcançariam, fútil olhar mais uma vez. Surgem para deixar aquele gosto doce na boca de que idealizações podem sim encontrar objetos correspondente, surgem como a própria personificação das idealizações, para provar que nunca se está realmente preparado para os mais intensos desejos... E se vão, consolidando frustrações eternas.
sábado, 16 de maio de 2009
Havia todos os motivos possíveis e prováveis para adentrar em um estado de angústia generalizada. Ela estava sozinha, sem pretensões que pudesse lhe causar interesses, não havia possibilidades que despertasse seu entusiasmo, porém, de forma incompreensível dentro de si havia aquele sentimento de paz medíocre, infundada, sem grandes motivações, era apenas uma recusa ao sofrer, sentido esse que de tanto se fazer presente em seu percurso imaginava ela já estar controlado, sofreria quando imaginar ser conveniente.
Sim, até o sofrimento exige certa coerência, um contexto determinado, simplesmente sofrer, despretensiosamente seria um despropósito, e viver já era o despropósito mais significativo que ela carregava consigo, tolo seria se firmar em novos desalentos, a não ser que as motivações e os estímulos fossem de dimensão superior as suas defesas.
Sim, até o sofrimento exige certa coerência, um contexto determinado, simplesmente sofrer, despretensiosamente seria um despropósito, e viver já era o despropósito mais significativo que ela carregava consigo, tolo seria se firmar em novos desalentos, a não ser que as motivações e os estímulos fossem de dimensão superior as suas defesas.
Chovia, no momento mais impróprio, não havia fuga, aquilo que mais lhe agradava na natureza havia acontecido em um momento inoportuno. Nada possibilitava que ela se escondesse, a necessidade de proteção a direcionava sem muitas escolhas para entre os mortais, meros mortais, que ali se faziam presentes. Todos com seus motivos que consideravam digno, essa falsa dignidade que nos move e nos expõe as situações indesejadas.
Não fora suficientemente feliz na arte de ficar alheia aos seres que a cercava, com aquela espécie de paranóia neurótica que a acompanhou durante todo o seu percurso existencial, imaginava estar sendo observada, tinha medo que seus pensamentos reluzissem, tomassem forma, se personificassem com o intuito apenas de expô-la ao ridículo... Aquilo que ela mais temia: o ridículo, não pelo ridículo em si, mas sim pela atenção que o mundo voltava ao ridículo, pela exposição que ele proporcionava, ela nunca estaria preparada para controlar suas indagações perante uma quantidade maior do que o esperado de olhos voltados para ela, enlouqueceria, instantaneamente. E era exatamente isso que ela pensava que a chuva causaria, nesse ambiente tão despreparado para tal fenômeno. A quantidade limitada de pessoas e de estímulos visuais faria com que qualquer movimento fosse perceptível. Supunha até estar bem localizada, nessa espécie de dialogo interior que executava para que a insanidade não tomasse conta da ínfima parte sadia de si que ainda restava.
O medo que superava todos os outros, mas que não lhe causava sofrimento, era o da loucura, sentia-se apta a ocupar o lugar dos loucos no mundo, pensava até possuir traços marcantes do estereotipo destes.
Ela carregava nos olhos um misto de força e de fraqueza, diferente dos outros, sentia na expressão dos que a observava existindo, certa perplexidade. Isso que se mesclava dentro dela estava longe de qualquer espécie de mediania, eram extremos, oscilações constantes, diferente de qualquer bipolaridade, pensava ela ter certo controle sobre seu mundo interior que desconhecia. Havia uma fera coberta pelo seu semblante composto de segurança, doçura e a mais fina ironia. Fera esta que ela domava com pequenos agrados, carícias, elogios, facilmente influenciável, mas que necessitava de atenção constante. Incansável, exigia um trabalho diário, era preciso dispor de tempo e de paciência, tudo isso em prol da sua sanidade, e do bom andamento de tudo aquilo que compunha seu "mundo exterior". E era justamente por isso que ela temia tanto enlouquecer, não era possível avistar por quanto tempo seria viável negar seus instintos mais sinceros, seu desejo de nada, sua vontade incontrolável de sentar em uma poltrona macia e deixar o mundo seguir sem sua interferência. Longe de qualquer desejo de morte, ela queria ser apenas expectadora, a vida não lhe interessava o suficiente para haver vontade de coexistência, os poros da vida jorravam algo patético que ela achava deplorável, não queria ter parte naquilo. Se acontecesse de forma espontânea, assim como ela imaginava ocorrer com as outras pessoas, seria de certa forma, aceitável, mas ela não fora preparada para simplesmente existir, havia algo que ultrapassava o existir, ou que ficava anterior a este, a medida exata imprescindível a qualquer ser vivente, havia lhe faltado.
O ônibus haveria de chegar, para fim da sua pré-angústia.
Não fora suficientemente feliz na arte de ficar alheia aos seres que a cercava, com aquela espécie de paranóia neurótica que a acompanhou durante todo o seu percurso existencial, imaginava estar sendo observada, tinha medo que seus pensamentos reluzissem, tomassem forma, se personificassem com o intuito apenas de expô-la ao ridículo... Aquilo que ela mais temia: o ridículo, não pelo ridículo em si, mas sim pela atenção que o mundo voltava ao ridículo, pela exposição que ele proporcionava, ela nunca estaria preparada para controlar suas indagações perante uma quantidade maior do que o esperado de olhos voltados para ela, enlouqueceria, instantaneamente. E era exatamente isso que ela pensava que a chuva causaria, nesse ambiente tão despreparado para tal fenômeno. A quantidade limitada de pessoas e de estímulos visuais faria com que qualquer movimento fosse perceptível. Supunha até estar bem localizada, nessa espécie de dialogo interior que executava para que a insanidade não tomasse conta da ínfima parte sadia de si que ainda restava.
O medo que superava todos os outros, mas que não lhe causava sofrimento, era o da loucura, sentia-se apta a ocupar o lugar dos loucos no mundo, pensava até possuir traços marcantes do estereotipo destes.
Ela carregava nos olhos um misto de força e de fraqueza, diferente dos outros, sentia na expressão dos que a observava existindo, certa perplexidade. Isso que se mesclava dentro dela estava longe de qualquer espécie de mediania, eram extremos, oscilações constantes, diferente de qualquer bipolaridade, pensava ela ter certo controle sobre seu mundo interior que desconhecia. Havia uma fera coberta pelo seu semblante composto de segurança, doçura e a mais fina ironia. Fera esta que ela domava com pequenos agrados, carícias, elogios, facilmente influenciável, mas que necessitava de atenção constante. Incansável, exigia um trabalho diário, era preciso dispor de tempo e de paciência, tudo isso em prol da sua sanidade, e do bom andamento de tudo aquilo que compunha seu "mundo exterior". E era justamente por isso que ela temia tanto enlouquecer, não era possível avistar por quanto tempo seria viável negar seus instintos mais sinceros, seu desejo de nada, sua vontade incontrolável de sentar em uma poltrona macia e deixar o mundo seguir sem sua interferência. Longe de qualquer desejo de morte, ela queria ser apenas expectadora, a vida não lhe interessava o suficiente para haver vontade de coexistência, os poros da vida jorravam algo patético que ela achava deplorável, não queria ter parte naquilo. Se acontecesse de forma espontânea, assim como ela imaginava ocorrer com as outras pessoas, seria de certa forma, aceitável, mas ela não fora preparada para simplesmente existir, havia algo que ultrapassava o existir, ou que ficava anterior a este, a medida exata imprescindível a qualquer ser vivente, havia lhe faltado.
O ônibus haveria de chegar, para fim da sua pré-angústia.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Tenho dado voltas vertiginosas na roda da vida, porém, meu desejo continua sendo o de ficar ali embriagada de vinho, virtude ou poesia, parada, pateta, ridícula... Preencher-se de vazio é a imbecilidade mais paradoxal que existe, ludibriar-se com recursos tolos provoca lacunas ainda maiores do que as já existentes...
segunda-feira, 11 de maio de 2009

Não havia motivos para buscar as causalidades, ela nunca havia entendido qual era a utilidade de encontrar a mola propulsora dos males, ela já conhecia as suas motivações e era plenamente consciente da sua irreversibilidade.
Tratava-se apenas de uma fase, mais um episódio de suas crises cíclicas, assim como nas outras circunstâncias, os sintomas viriam não se sabe se com a mesma intensidade, mas logo desapareceriam, subitamente, como o cair da noite, inevitável.
Aprendera a adoecer docemente. Encontrara na dor um colo macio e acalentador. Aprofundara-se na própria falta de objetividade, saída de emergência para quando a vida proporciona entusiasmos tão tênues como o gosto de uma alface, e a dor estaria momentaneamente suspensa, como poeira espanada logo voltaria a desabar.
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